janeiro 17, 2008

Jardins Românticos de Lisboa - PGR

O edifício que hoje é conhecido pela designação de Palácio Palmela fica situado numa propriedade, fronteira à antiga Fábrica das Sedas, que foi termo dos terrenos outrora pertencentes ao Noviciado da Cotovia.

Com a forma de um triângulo, definido a partir do chafariz do Rato, pela Rua do Salitre e pela antiga Rua Direita da Fábrica das Sedas, hoje Rua da Escola Politécnica, a propriedade é cercada por uma muralha, de altura considerável, que tem por função suster os terrenos, dada a diferença de cotas entre o jardim e aquelas duas artérias.
Esta muralha, que é inteiramente revestida de pedra lioz e coroada por uma balaustrada interrompida a espaços por plintos, que sustentam urnas em cerâmica, integra-se harmoniosamente com o chafariz, construído dois séculos antes na mesma pedra.
Um simples muro separa o jardim, a nascente, dos quintais que lhe são contíguos contrastando, em simplicidade, com o resto da cerca.
Neste perímetro, além do Palácio, existem várias construções. Acima da barreira, no ângulo poente, em frente à Fábrica das Sedas, eleva-se um pequeno pavilhão, de gosto inglês na concepção, mas que, segundo a tradição portuguesa, serve de mirante.

fonte: PGR




Localizado a norte do jardim, o atelier da duquesa D. Maria Luísa, de aspecto rústico de sabor nórdico, devido ao seu revestimento exterior, simulando vigamentos de madeira. Hoje alberga o departamento de informática.
A seguir às casas de arrumos, existe uma estufa centenária cujos vidros são praticamente todos originais.




Pelo jardim estão espalhados alguns canteiros em pedra, como este, revestidos com azulejos originais.



Um dos dois candeeiros de pé alto, originais; Este tem ainda marcas de balas aquando a revolução de 1910. Existem mais vestígios de balas mas estes são os mais visíveis.



No jardim passeiam-se melros, entre outras aves, de que se salientam alguns patos que frequentam o lago durante a madrugada (?) até às 8h da manhã (?). Ninguém sabe de onde vêm.



Durante a Lisboa 94, o jardim tinha iluminação nocturna. Depois disso, deixou de haver verba!



Nesta zona do jardim existem duas castanheiras da Índia que dão ao mesmo tempo castanhas maduras e verdes, devido à exposição solar. Estas castanhas não são boas para comer, apenas para afastar a bicharada nas gavetas e armários da roupa.
Existe também ao pé da estufa uma árvore de incenso. Por baixo do jardim existem galerias que se estendem até ao Príncipe Real, mas que não estão acessíveis. Gostava de saber quem tem a chave!




Na relva, assimétrica, existem falhas devido em parte à fraca exposição solar; Estão plantadas duas varideades, uma das quais é a chamada relva chinesa, por ser de tufos....







Um estagiário da Faculdade de Agronomia apresentou um projecto que consistia na colocação dum chip nas árvores, a fim de medir o seu estado de saúde.
A PGR não aderiu por falta de verbas, apenas tendo convidado o jovem para falar sobre os jardins, nas comemorações agendadas para o próximo ano.





Publicado aqui em 2006

janeiro 13, 2008

desculpa que te diga... mas és um ilusionista!...

Cruzes da Sé
Lisboa, Portugal
13 de Janeirode 2008



- Vossência.. vai-me perdoar a inconveniência...
Mas podia fazer-me o obséquio...
Dá-me um bocadinho do seu lume?...
....
Compreendi-te!...

dezembro 16, 2007

Jardim do MNAA

Este é um espaço privilegiado do Museu Nacional de Arte Antiga. As esculturas clássicas, a fonte do século XVI e as árvores centenárias fazem com que este seja um local de excelência para disfrutar da vista sobre o rio Tejo.

















dezembro 08, 2007

Derivado da Questão* entre a Avenida e o Rossio...

Há arraial Campo Pequeno! Pelo menos durante o fim-de-semana, o Circo de Feras promete ser grande entretenimento.








*A Câmara de Lisboa certamente deve ter uma explicação para o apagão desde a Avenida da Liberdade até ao Rossio. Qualquer especialista em contas de mercearia, arranjava uma dúzia de soluções para evitar que as verbas destinada à Iluminação de Natal servissem para pagar dívidas. Que tristeza!

dezembro 04, 2007

dezembro 02, 2007

setembro 04, 2007

O capricho

O Presidente da Câmara decretou o encerramento do Terreiro do Paço aos domingos.
Diz ele que a iniciativa custou 5.600 euros.


Vindo do lado de Sta Apolónia e até ao largo do Corpo-Santo, contei 1 dezena de polícias, entre agentes da PM e PSP.
Quem vier da 24 de Julho contará outros tantos.




Fazendo uma conta de mercearia, contando com 2 turnos, teremos ao longo de cada domingo 30 a 40 polícias a impedir o acesso automóvel à Sala de Visitas da Capital.
Devem estar ali pro bono, certamente!






Estou seriamente inclinado a experimentar a bicicleta, para poder andar às voltas à Praça do Comércio e ver os tapumes das obras com mais detalhe...
Agora a sério, onde se devia passar qualquer coisa não era ali, mas nas ruas de trás, onde estão os comerciantes, que não alinham, vá-se lá saber porquê...






O Terreiro do Paço é das pessoas

Quais pessoas?! Os turistas andam a pé ( já foi ver a nódoa que é o Welcome Center?) e os lisboetas vão lá para ver a Árvore de Natal (onde é que vai meter os milhares de carros nos domingos de Dezembro, com filas até à Rotunda do Marquês?). Esqueça lá os protocolos com a Carris e com o Metro, pois ninguém está interessado em levar as criancinhas às cavalitas desde o Rossio (esse sim, deveria ser o Terreiro dos lisboetas e não da fauna que por lá circula).





"Plantar actividades culturais" é uma forma artificial de lidar com o histórico desinteresse dos lisboetas por um local puramente majestático, desde sempre associado ao poder, ao Império, e com o qual as pessoas não têm afinidades.
Se medidas destas têm como objectivo estudar soluções para a cidade, devem ser articuladas e não de carácter avulso. Ou por mero capricho.

A largueza de vistas do Terreiro do Paço, que devia ser fotografada com grande angular, continua a sê-lo com teleobjectiva...