fevereiro 08, 2007

rio da minha vida




(...)
É o chamado rio tejo
pelo amor dentro.
Vejo as pontes escorrendo.
Ouço os sinos da treva.
As cordas esticadas dos peixes que violinam a água.
É nas barcas que se atravessa o mundo.
(...)
As pontes não são o rio.
As casas existem nas margens coalhadas.
Agora eu penso na solidão do amor.
Penso que é o ar, as vozes quase inexistentes no ar,
o que acompanha o amor.
Acompanha o amor algum peixe subtil.


excerto de um poema de Helberto Helder

4 comentários:

Ana disse...

Bonita fotografia...

Paideia disse...

Olá António!
Passo aí muitas horas.... e felizes! Feliz, só porque é tão lindo. Exactamente aí. :)

A foto é sua? Ou é da Net?

Confúcio Costa disse...

:)

nana disse...

:,o)

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